20 de maio de 2019

Cirurgia à Laser (Miopia)

MIOPIA À LASER

É o distúrbio visual que acarreta uma focalização da imagem antes desta chegar à retina. Uma pessoa míope consegue ver objetos próximos com nitidez, mas os distantes são visualizados como se estivessem embaçados (desfocados).

Para uma visão mais apurada, o ponto focal dos raios luminosos devem convergir para uma área próxima aos receptores de luminosidade (localizados na retina). No caso da miopia, o ponto focal é formado antes, o que pode acontecer por vários motivos:

Excesso de poder dióptrico positivo do cristalino;
Excesso de curvatura da córnea e, por conseguinte, de seu poder dióptrico positivo;
Excessivo alongamento do globo ocular;
Combinação dos fatores anteriores.

Sintomas da miopia

Um dos sintomas que podemos considerar como um dos primeiros de um olho míope é a má visão ao longe, estando a visão ao perto salvaguardada.

No entanto, é evidente que se uma pessoa é míope de muitas dioptrias (ou graus), para ver bem de perto, teria que aproximar-se muito, o que é um fator muito cansativo e incômodo.

O sintoma que mais é relatado e que com frequência anuncia o aparecimento de miopia é a visão turva dos objetos distantes.

É frequente que nos primeiros estágios do problema, o indivíduo não se dê conta da perda de visão. Por este motivo, há que comprovar-se, junto da visão turva, existe o pestanejar constante, dores de cabeça ou tensão ocular.

Correção da miopia

A correção da miopia poderá ser efetuada:

Pelo uso de lentes divergentes, também chamadas de negativas, na forma de óculos ou lentes de contato, que deslocam o ponto focal para trás. Através de cirurgias que são realizadas por meio de diferentes técnicas aplicadas: Lasik; Lasek; PRK; Artisan; CK e Implantes de Lentes Intraoculares Fácicas.

Embora existam opções cirúrgicas para o tratamento da miopia, algumas modificações estruturais do bulbo ocular, oriundas dos fatores que provocam esta ametropia, persistem. O olho excessivamente míope, principalmente devido ao alongamento axial, pode apresentar degeneração ou descolamento da retina, além de ter maior propensão ao glaucoma, sinérese vítrea e descolamento da hialóide. A correção cirúrgica da visão, apesar de muito segura para a maioria dos casos, traz alguns riscos que devem ser levados em conta pelo candidato à cirurgia refrativa (a cirurgia para correção da miopia).

ASTIGMATISMO

é uma deficiência visual, causada pelo formato irregular da córnea ou do cristalino formando uma imagem em vários focos que se encontram em eixos diferentes. Uma córnea normal é redonda e lisa. Nos casos de astigmatismo, a curvatura da córnea é mais ovalada, como uma bola de futebol americano. Este desajuste faz com que a luz se refracte por vários pontos da retina em vez de se focar em apenas um. Para as pessoas que sofrem de astigmatismo, todos os objetos, próximos ou distantes, ficam distorcidos. As imagens ficam embaçadas porque alguns dos raios de luz são focalizados e outros não. A sensação é parecida com a distorção produzida por um pedaço de vidro ondulado.

O astigmatismo é hereditário e pode ocorrer em conjunto com a hipermetropia ou presbiopia. Um astigmatismo ligeiro pode desenvolver-se ao longo dos anos, devido à alteração da curvatura da córnea, provocada pelos milhares de pestanejamentos diários. Pessoas que sofrem de astigmatismo podem corrigir sua visão com o uso de uma lente oftálmica chamada tórica ou cilindrica (que faz com que os raios de luz se concentrem em um plano único), em óculos ou lentes de contato. Podem, ainda, se valer de cirurgia a laser ou do procedimento conhecido como ceratotomia astigmática.

Tipos de astigmatismo

Os tipos de astigmatismo baseado na estrutura assimétrica:

– Astigmatismo corneal – devido a córnea de formato irregular.
– Astigmatismo lenticular – devido a lentes de formato irregular.

Tipos de astigmatismo baseado nos meridianos principais:

– Astigmatismo regular.
– Astigmatismo irregular.

Tipos de astigmatismo baseado no foco dos meridianos principais:

– Astigmatismo simples complexo.
– Astigmatismo hipermétrope simples.
– Astigmatismo miópico dificil simples.
– Astigmatismo composto.
– Astigmatismo hipermétrope composto.
– Astigmatismo miópico composto.
– Astigmatismo misto e lento.

Sinais e Sintomas

O astigmatismo brando pode ser assintomático, já o astigmatismo mais intenso pode causar sintomas como visão borrada, astenopia, fadiga ou dores de cabeça.

Tratamento

O astigmatismo pode ser corrigido com óculos de grau, lentes de contato ou cirurgia refrativa. Várias considerações envolvendo a saúde ocular, status refrativo e estilo de vida frequentemente determinam se uma opção é melhor que a outra:

Óculos em geral é a opção mais segura.

Nas pessoas com ceratocone, lentes de contato rígidas de gás permeável geralmente permitem que o paciente atinja uma melhor acuidade visual em relação aos óculos de grau. Lentes gelatinosas podem não ser tão efetivas.

A cirurgia, especialmente para pessoas que têm olhos secos ou outras condições que as proíbem de usar lentes corretivas cansativas, pode ser a solução mais adequada. O tipo mais comum de cirurgia para corrigir o astigmatismo é o LASIK (laser in situ keratomileusis): utilizando uma pequena lâmina (cerátomo) é feita uma pequena incisão na superfície do olho para fundar uma pequena ponta de tecido para cima a qual é erguida. Um feixe de laser é usado para corrigir a curvatura irregular vista no astigmatismo. A ponta é substituída e a recuperação é normalmente rápida e indolor. O uso da cirurgia LASIK para tratar astigmatismo de até 4 dioptrias é recomendável somente como parte de um procedimento combinado para tratar miopia/astigmatismo.

Usa-se lentes cilíndricas.

Se o astigmatismo é causado por um problema de deformação do globo ocular devido a um calázio, o tratamento da condição irá resolver o astigmatismo.

HIPERMETROPIA A LASER

é o nome dado ao erro de focalização da imagem no olho, fazendo com que a imagem seja formada após a retina. Isso acontece principalmente porque o olho do hipermétrope é um pouco menor do que o normal. Outras causas incluem situações onde a córnea ou o cristalino apresentam alterações no seu formato que diminuem o seu poder refrativo, como a megalocórnea, onde a córnea é mais plana do que deveria ser.

O Hipermétrope geralmente tem boa visão ao longe, pois o seu grau, se não for muito elevado, é corrigido pelo aumento do poder dióptrico do cristalino, processo designado de acomodação. No entanto, na tentativa de focalizar a imagem para perto, o cristalino além de corrigir o grau de longe, ainda tem que aumentar mais 3 graus, para focalizar a imagem a 33 centímetros dos olhos, o que faz com que o mesmo ou não consiga focalizar a imagem ou sinta desconforto visual, geralmente referido como cansaço, ou dor de cabeça.

A hipermetropia ocorre quando o ponto mais próximo do olho está mais afastado do que no olho normal, devido a uma anomalia do cristalino, uma insuficiente curvatura, causando assim, dificuldades em ver ao perto.

A maioria das crianças apresenta hipermetropia, uma vez que os seus olhos normalmente são menores do que o que deveriam ser, contudo, têm um maior poder de acomodação do que os adultos, e suportam graus muito mais elevados de hipermetropia.

O grau do hipermétrope, geralmente diminui com o crescimento do olho, e é comum assistir a pessoas que necessitavam de óculos durante a infância, mas que deixaram de os usar na idade adulta. A Hipermetropia pode também estar associada ao aparecimento de estrabismo acomodativo na infância, com aparecimento de sintomas, geralmente, ao redor dos 2 anos de idade, onde deverá ser efectuada uma correcção total com lentes de óculos adequadas.

Para este problema utilizam-se lentes convergentes ou convexas, que têm a função de convergir a luz para a retina, onde se vai formar a imagem.

Uma alternativa de correcção do problema, restrita, geralmente, a maiores de 21 anos, é a cirurgia refrativa realizada com Excimer Laser ou Lasik.